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Um passeio pela antiga São Paulo

Você já imaginou como seria um passeio pelo centro da antiga São Paulo? Aproveitamos o aniversário da cidade para montar um roteiro para lá de especial em 1928, final dos “loucos anos 20”. Entre na nossa máquina do tempo e aproveite!

Pegaremos o bonde na Avenida Tiradentes e passaremos pelo Mosteiro da Luz, fundado por Frei Galvão em 1788. Logo adiante haverá o Quartel da Luz, em frente ao Presídio Tiradentes.

Av. Tiradentes. Fonte: http://smul.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1920.php

Um pouco adiante, estará o belo Jardim da Luz, aberto ao público em 1825 como um Jardim Botânico. Junto a ele, passaremos pelo imponente Liceu de Artes e Ofícios, sede da Pinacoteca e projetado pelo escritório Ramos de Azevedo em estilo neorrenascentista.

Desceremos na Estação da Luz, junto ao majestoso prédio de estilo neoclássico projetado pelos ingleses da São Paulo Railway e entregue em 1901. Aquela já é a terceira versão da estação, inaugurada originalmente em 1867.

Estação e Jardim da Luz. Fonte: http://smul.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1920.php

De lá, iremos a pé até a Igreja de Santa Ifigênia, onde oraremos e pediremos graças. A igreja, na verdade consagrada à Nossa Senhora da Conceição, foi finalizada em 1913 em estilo neorromânico e construída no mesmo local da antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição, que ali já existia antes de 1720.

Ali ao lado, veremos o Viaduto Santa Ifigênia, construído em Art Nouveau e inaugurado junto da igreja. O viaduto atravessa o Vale do Anhangabaú em direção ao Largo de São Bento, porém seguiremos em frente até o Largo do Payssandu para almoçarmos.

Iremos até o Ponto Chic, aberto em 1922 logo após a Semana de Arte Moderna, por dois descendentes de italianos. É um lugar frequentado pela elite e por artistas, por isso vistam suas melhores roupas. Se tivermos sorte, encontraremos o escritor Mário de Andrade. Ele conhece bem o Payssandu, afinal morou ali até 1921.

Sairemos do restaurante e passaremos pelo Circo Alcebíades, cujo a estrela máxima é o Palhaço Piolin. Veremos ali ao lado o Cine Avenida e o Cine República, na Avenida Ipiranga. Ambos anunciam o filme “Sétimo Céu”, grande sucesso de bilheteria, que podemos assistir em outro momento junto do circo.

Passaremos pela Praça da República, que também já teve seus dias de espetáculos: ali ocorreram rodeios e touradas de 1832 até 1906. De lá, iremos até o magnífico Theatro Municipal, inaugurado em 1911 com o Guarany de Carlos Gomes, ocasionando o primeiro congestionamento de carros da cidade. Inspirado na Ópera de Paris e construído por Ramos de Azevedo, será uma visão de encher os olhos.

Conjunto formado pelo Viaduto do Chá, Teatro São José, Teatro Municipal e Vale do Anhangabaú Fonte: http://smul.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1920.php

Passaremos pela recém inaugurada Praça Ramos de Azevedo, que homenageia o arquiteto que tanto fez pela arquitetura paulistana. Cruzaremos o Vale do Anhangabaú pelo Viaduto do Chá, ali desde 1892 e que tem esse nome devido à uma extensa plantação de chá da Índia que ali havia. Foi projetado pelo arquiteto francês Jules Martin e feito com metal alemão. Dali observaremos os luxuosos Palacetes Prates.

Seguiremos pela Praça do Patriarca até a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde passaram nomes como José de Alencar, Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e Castro Alves. Chegaremos à Catedral da Sé, ainda em construção. No mesmo lugar, ficava a Igreja Barroca de Nossa Senhora da Assunção, que ali existiu de 1764 a 1911. Antes desta, havia ainda outra igreja ali perto, que durou de 1616 até 1745. Todas elas levavam o título de Igreja Matriz.

Praça do Patriarca. Fonte: http://smul.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1920.php

Passaremos pelo Palácio dos Governadores e pelo Pateo do Colégio, onde doze padres, entre eles Anchieta e Manuel da Nóbrega, haviam fundado um colégio jesuíta para a catequização dos índios, dando origem ao povoado de São Paulo de Piratininga, em 1554.

Cruzaremos a Rua Boa Vista e desceremos a Quinze de Novembro em direção ao Edifício Martinelli. O prédio, já quase pronto para a inauguração, será o maior arranha-céu do Brasil. Foi idealizado pelo empresário italiano Giuseppe Martinelli que, junto de Francesco Matarazzo, foram dois exemplos de imigrantes italianos bem sucedidos no Brasil.

Por fim, chegaremos ao Largo e Mosteiro de São Bento, onde assistiremos uma parte da missa das seis em latim, com canto gregoriano pelos monges. Fim dos nosso serviços.

Largo de São Bento. Fonte: http://smul.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1920.php

 

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